domingo, 8 de março de 2015

Dia das Mulheres - para Dulce Maria


DULCE, UMA MULHER
 
Dulce Maria, minha doce irmã que os anjos, seus companheiros de sempre, receberam em outro plano há 20 anos era uma mulher que não precisava de um dia especial para ser homenageada e reverenciada.
Sorria docemente e todos sorriam só com sua presença. Uma guerreira, diziam alguns. De uma força e determinação que assustava e incomodava os covardes e acomodados. Não parava, nunca.
Acordar antes das 4 da manhã para deixar o almoço pronto e depois seguir para lecionar em lugares distantes da Zona Leste era sua rotina. Trem, ônibus, caminhadas. Alunos violentos, mal educados, desrespeitavam todos, mas veneravam D Dulce.
Uma vez, uma amiga conseguiu um cargo político na Secretaria da Educação. Recusou elegantemente. O negócio dela não era esse.
Lecionar não era exatamente o que ela fazia. Era uma educadora, que transformava os ambientes, que envolvia e iluminava sorrindo mesmo na dor. Nunca, nunca ouvi Dulce reclamar, seja da vida, das pessoas, de uma situação, nada...
Preocupada sempre, isto sim, mas com uma fé que motivava e ensinava sem palavras
Para mim, foi uma referência feminina. Melhor dizendo, referência do feminino.
Se eu tomava alguma atitude ou fazia algo que podia ser classificado como errado, mesmo não concordando, ela me olhava com um olhar sério, mas doce que dizia “estou com você mano”.
Brincava como uma moleca, fazia piadas, trocadilhos e como mágica transformava um lápis, um simples lápis decorado com uma fita, em um presente especial.
Hoje, apesar de talvez falhar ao omitir os nomes de mulheres importantes da minha vida, preciso reverenciar e homenagear Dulce Maria Sampaio como um exemplo de mulher que não precisa de um dia especial por fazer por si só todos os dias serem especiais.
Se eu tivesse que escolher uma palavra para definir quem foi esta mulher diria, DIGNIDADE. Beijo cósmico em você irmã querida. Escolho você hoje para homenagear todas as mulheres magnificas que eu conheço.