domingo, 27 de dezembro de 2015

Sobre 2016 - Um Novo Ano




 
 Sempre achei estranha a simbologia da passagem do ano.
Ficava, mesmo quando pequeno, aguardando ansioso, a metamorfose mágica, ao fim do 3,2,1 “Feliz Ano Novooooo” ... e nada acontecia.
 Em algumas "passagens"  vinha uma emoção estranha, em outras, nada.
Introspecção, tristeza #quasedepressão, sono, e a velha e conhecida ansiedade.
E agora? Como será? O que virá? O que me aguarda? O que nos aguarda? Previsões, expectativas, ansiedade... Metas, promessas, objetivos, planos...
Ah, se fosse possível levantarmos um pouquinho, uma frestinha só desta cortina "invisivelmente densa", que separa um ano do outro...só para ver um trailer quem sabe. O problema é que com ou sem o trailer, vamos vive-lo, experimenta-lo, errando, acertando, crescendo, amadurecendo, esquecendo a contagem regressiva do ano...e da vida, senão a ansiedade pega de vez.
Mas vamos lá, se precisa uma meta, uma lista de realizações, aí vai:
Ser grato, com tudo, com todos. Gratidão. Palavra que incorporei na minha vida e que tem o poder da transformação, da mudança da lente.
Viver cada minuto, cada dia, cada mês e todo este ano próximo, com sabedoria e simplicidade
Praticar a gentileza, sem maiores explicações.
Agora a mais difícil das metas por conta das armadilhas...esquecer do ego, fazer com que ele não interfira nas intensões e nos atos, que se afaste o lado sombrio da força, e se isto não for possível ou fácil, que tenhamos a consciência diária dos malefícios que se tem quando não conseguimos nos livrar dele, e corrijamos a rota, com humildade recomeçando de onde paramos.
A felicidade é realmente o caminho.
Bom Ano Novo... depende de você, depende de mim, depende de nós...
Gratidão queridos e queridas que leram até agora e irão comigo mais um pouco.



domingo, 8 de março de 2015

Dia das Mulheres - para Dulce Maria


DULCE, UMA MULHER
 
Dulce Maria, minha doce irmã que os anjos, seus companheiros de sempre, receberam em outro plano há 20 anos era uma mulher que não precisava de um dia especial para ser homenageada e reverenciada.
Sorria docemente e todos sorriam só com sua presença. Uma guerreira, diziam alguns. De uma força e determinação que assustava e incomodava os covardes e acomodados. Não parava, nunca.
Acordar antes das 4 da manhã para deixar o almoço pronto e depois seguir para lecionar em lugares distantes da Zona Leste era sua rotina. Trem, ônibus, caminhadas. Alunos violentos, mal educados, desrespeitavam todos, mas veneravam D Dulce.
Uma vez, uma amiga conseguiu um cargo político na Secretaria da Educação. Recusou elegantemente. O negócio dela não era esse.
Lecionar não era exatamente o que ela fazia. Era uma educadora, que transformava os ambientes, que envolvia e iluminava sorrindo mesmo na dor. Nunca, nunca ouvi Dulce reclamar, seja da vida, das pessoas, de uma situação, nada...
Preocupada sempre, isto sim, mas com uma fé que motivava e ensinava sem palavras
Para mim, foi uma referência feminina. Melhor dizendo, referência do feminino.
Se eu tomava alguma atitude ou fazia algo que podia ser classificado como errado, mesmo não concordando, ela me olhava com um olhar sério, mas doce que dizia “estou com você mano”.
Brincava como uma moleca, fazia piadas, trocadilhos e como mágica transformava um lápis, um simples lápis decorado com uma fita, em um presente especial.
Hoje, apesar de talvez falhar ao omitir os nomes de mulheres importantes da minha vida, preciso reverenciar e homenagear Dulce Maria Sampaio como um exemplo de mulher que não precisa de um dia especial por fazer por si só todos os dias serem especiais.
Se eu tivesse que escolher uma palavra para definir quem foi esta mulher diria, DIGNIDADE. Beijo cósmico em você irmã querida. Escolho você hoje para homenagear todas as mulheres magnificas que eu conheço.