quarta-feira, 14 de maio de 2014

Mãos e Mentes, gestos e intenções

 
Na década de 90, minha filha teve um episódio de febre e falta de ar e eu fiquei ao lado dela, zelando e orando e pedindo para o Universo que passasse o sofrimento dela pra mim, que era mais “forte”. Quantos pais e mães já fizeram isto...
Tomei uma bronca de uma amiga que me indicou (e praticamente me inscreveu) em um curso de formação em Reiki. Foi uma experiência muito gratificante que tanto acrescentou na minha vida.
Creio que a possibilidade de curar, de transmitir algo de bom, paz, saúde, harmonia e cura para alguém através das mãos é um desejo antigo e inerente ao ser Humano. A sensação de impotência frente ao sofrimento alheio e, em contrapartida a possibilidade de passar “boas energias” e curar é maravilhoso.
Todas as crenças religiosas ou mesmo as não religiosas fazem de uma forma ou de outra a imposição das mãos em forma de benção. Do hebraico, benção significa exaltar, agradecer, saudar, e em linhas gerais desejo benigno para uma pessoa; Benzer, santificar.
Assim, os cristãos (do sacerdote ao praticante) estendem a mão em muitas orações. Na Igreja Messiânica através do Johrei, na Arte Mahikari pelo Okiyome   pela passe no Espiritismo e no Reiki a ideia é sempre a mesma, abençoar, servir de canal para que sejamos instrumentos do Divino com a intenção do bem.
Com o passar do tempo, vamos praticando menos e menos, entrando em ação nosso raciocínio lógico, guiando atitudes mais “racionais”, até que alguém de coragem e respeito como é o caso do médico Ricardo Monezi Julião de Oliveira, publica sua tese de mestrado pela Universidade de São Paulo sob o título “ Avaliação de efeitos da impostação de mãos sobre o sistema hematológico e imunológico de camundongos machos”  obedecendo os rígidos padrões de pesquisa em que camundongos recebiam impostação das mão e um grupo controle e um grupo placebo que recebia de mãos de mentira. O primeiro grupo obteve alterações fisiológicas significativas no controle de células cancerígenas em comparação que os dois outros grupos, concluindo que “há que se estudar por que ela ocorre” . O mesmo autor publica em 2013 sua tese de doutorado na UNIFESP estudando agora “Efeitos da prática do Reiki sobre aspectos psicofisiológicos e de qualidade de vida de idosos com sintomas de estresse : estudo placebo, randomizado” com resultados positivos também na diminuição do estresse em idosos.
Somente estes dois estudos talvez não bastem para os incrédulos, para os que duvidam. Questionar, perguntar, pesquisar é necessário, sempre, porém praticar sem preconceitos é o que os Homens de coragem fazem.
Vejo que o pensamento é o grande veículo para a prática, e o gesto complementa de forma definitiva.
Quando executamos um trabalho, qualquer que seja (empunhando um bisturi, um motor de alta rotação, uma agulha de acupuntura, uma caneta, um lápis, um formão) concentrados em fazermos o melhor, com a intenção e o gesto, manipulamos a energia e damos o nosso melhor.
Quem sabe bons pensamentos atraiam pensamentos afins e consigamos alterações físicas importantes.
Quem sabe possamos, através da vontade de servir, enviar bons fluidos  controlando nossos pensamentos e emoções e abraçarmos um pouco do Divino que habita cada um de nós.