quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Reconhecimento da Acupuntura como Especialidade Odontológica

 
 

Desde 2008, através de uma Resolução do Conselho Federal de Odontologia (CFO 82/2008)  o Cirurgião Dentista foi habilitado para aplicar e utilizar diversas Práticas Integrativas e Complementares a Saúde Bucal, dentre elas a Acupuntura.

Habilitação, na verdade, refere-se a qualificação profissional dentro de um curso, com amplas áreas de abrangência. Do ponto de vista teórico, esta é uma situação que atende a alguns requisitos básicos, porém na prática, esta qualificação limita a atuação profissional sobre diversos aspectos.

Nos dias 13 e 14 de Outubro próximos, o CFO abre novamente a discussão sobre a possibilidade de tornar a Acupuntura uma especialidade odontológica através da Assembléia Nacional das Especialidades Odontológicas – ANEO.

Há alguns meses, os CROs de diversos Estados estão ouvindo, através de Assembleias Preparatórias Estaduais, o que os colegas das mais diferentes origens e atuações pensam sobre esta questão. No Estado de São Paulo, por unanimidade houve uma aceitação e aprovação para que isto ocorra, e em outros Estados a situação praticamente se repetiu, restando agora o crivo final que será dado na ANEO acima referida.

A Acupuntura, parte integrante da Medicina Tradicional Chinesa, é um milenar método terapêutico de origem oriental, que se baseia na estimulação de determinados pontos do corpo, através da inserção de finas agulhas

Entre diversas aplicações na odontologia, a Acupuntura possui uma efetividade comprovada na resolução de vários tipos de dor na região da boca e face (não só dores de dentes como na ATM, músculos, etc) , em lesões na mucosa bucal, para analgesia, no controle da ansiedade, nos casos de apertamento dental e bruxismo, no controle de reflexo de vômito entre outras.

Na área das Ciências da Saúde, somente a Odontologia não há o reconhecimento da Acupuntura como especialidade, o que é uma situação no mínimo estranha, para não dizer constrangedora. A Fisioterapia reconhece a especialidade desde 1985 e a Medicina desde 1995 enquanto nas outras áreas há mais de 10 anos no mínimo.  

Além dos fatores elencados, a aprovação da especialidade Acupuntura em Odontologia permite a ampliação do mercado de trabalho do Cirurgião Dentista, que poderá também atuar no Serviço Público como Acupunturista, pois a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares exige o título de especialista em Acupuntura para tal.

Atualmente, essa prerrogativa é restrita aos médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e psicólogos. A presença maciça do CD na rede pública pode torná-lo o profissional de referência neste campo, uma vez que a especialidade seja aprovada.

Ainda como justificativa: Especialização, é uma titulação acadêmica que confere maior rigor à formação profissional, melhor controle na fiscalização, maior responsabilidade e  segurança para ambos – pacientes e profissionais.

Existe a necessidade, entre outros motivos, de respaldo legal frente ao crescente aumento, tanto no número de pessoas que procuram um atendimento complementar, indiscutivelmente eficaz e comprovado, como no número de profissionais que têm interesse em buscar novas formas de terapia.

Se você concorda, aceita, e utiliza ou quer utilizar a Acupuntura realizada por um Cirurgião Dentista Especialista, escreva um email para secretario@crosp.org.br com cópia para aneo@cfo.org.br manifestando de maneira simples o apoio e para o reconhecimento tão necessário e desejado pela classe odontológica.
A Saúde agradece, a população precisa: Acupuntura Especialidade Odontológica já!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Mãos e Mentes, gestos e intenções

 
Na década de 90, minha filha teve um episódio de febre e falta de ar e eu fiquei ao lado dela, zelando e orando e pedindo para o Universo que passasse o sofrimento dela pra mim, que era mais “forte”. Quantos pais e mães já fizeram isto...
Tomei uma bronca de uma amiga que me indicou (e praticamente me inscreveu) em um curso de formação em Reiki. Foi uma experiência muito gratificante que tanto acrescentou na minha vida.
Creio que a possibilidade de curar, de transmitir algo de bom, paz, saúde, harmonia e cura para alguém através das mãos é um desejo antigo e inerente ao ser Humano. A sensação de impotência frente ao sofrimento alheio e, em contrapartida a possibilidade de passar “boas energias” e curar é maravilhoso.
Todas as crenças religiosas ou mesmo as não religiosas fazem de uma forma ou de outra a imposição das mãos em forma de benção. Do hebraico, benção significa exaltar, agradecer, saudar, e em linhas gerais desejo benigno para uma pessoa; Benzer, santificar.
Assim, os cristãos (do sacerdote ao praticante) estendem a mão em muitas orações. Na Igreja Messiânica através do Johrei, na Arte Mahikari pelo Okiyome   pela passe no Espiritismo e no Reiki a ideia é sempre a mesma, abençoar, servir de canal para que sejamos instrumentos do Divino com a intenção do bem.
Com o passar do tempo, vamos praticando menos e menos, entrando em ação nosso raciocínio lógico, guiando atitudes mais “racionais”, até que alguém de coragem e respeito como é o caso do médico Ricardo Monezi Julião de Oliveira, publica sua tese de mestrado pela Universidade de São Paulo sob o título “ Avaliação de efeitos da impostação de mãos sobre o sistema hematológico e imunológico de camundongos machos”  obedecendo os rígidos padrões de pesquisa em que camundongos recebiam impostação das mão e um grupo controle e um grupo placebo que recebia de mãos de mentira. O primeiro grupo obteve alterações fisiológicas significativas no controle de células cancerígenas em comparação que os dois outros grupos, concluindo que “há que se estudar por que ela ocorre” . O mesmo autor publica em 2013 sua tese de doutorado na UNIFESP estudando agora “Efeitos da prática do Reiki sobre aspectos psicofisiológicos e de qualidade de vida de idosos com sintomas de estresse : estudo placebo, randomizado” com resultados positivos também na diminuição do estresse em idosos.
Somente estes dois estudos talvez não bastem para os incrédulos, para os que duvidam. Questionar, perguntar, pesquisar é necessário, sempre, porém praticar sem preconceitos é o que os Homens de coragem fazem.
Vejo que o pensamento é o grande veículo para a prática, e o gesto complementa de forma definitiva.
Quando executamos um trabalho, qualquer que seja (empunhando um bisturi, um motor de alta rotação, uma agulha de acupuntura, uma caneta, um lápis, um formão) concentrados em fazermos o melhor, com a intenção e o gesto, manipulamos a energia e damos o nosso melhor.
Quem sabe bons pensamentos atraiam pensamentos afins e consigamos alterações físicas importantes.
Quem sabe possamos, através da vontade de servir, enviar bons fluidos  controlando nossos pensamentos e emoções e abraçarmos um pouco do Divino que habita cada um de nós.