terça-feira, 29 de outubro de 2013

Dando um tempo...

 
Faz parte da rotina diária do Cirurgião Dentista, orientar os pacientes em relação ao controle do Biofilme Bucal (placa bacteriana) como forma de tratamento/prevenção para as duas principais doenças da cavidade oral: Cárie e a Doença Periodontal.
Este controle, como sabemos, diz respeito especialmente à remoção mecânica do biofilme através do uso da escova e do fio/fita dental.
O que ninguém imagina é o quanto os profissionais enfrentam dificuldades para “vender” essa ideia ao paciente. Uma delas é convencê-lo a romper hábitos antigos relacionados à higiene oral e principalmente motiva-lo adequadamente para atingir o objetivo. Em outras palavras, convence-lo a cuidar de si mesmo.
Na maioria das vezes o paciente resiste às mudanças alegando, entre outras coisas, falta de tempo para a “tarefa”.
Por trás disso, muitas vezes se esconde alguém ansioso, inquieto, atarefado, assoberbado, impaciente, antecipado ou qualquer outro adjetivo que explique o modo pouco detalhado e apressado na hora de escovar e passar o fio dental e cair nas armadilhas que nossa mente prepara numa verdadeira “auto-sabotagem” ao bem estar. 
Vamos aos fatos:
1º - Não existe “falta de tempo”. O que existe são prioridades. A escolha é sua. Assim, ninguém sofre.
2º - Ninguém “perde tempo”. A gente tenta até correr “contra o tempo”,  “atrás do tempo”, “ganhar tempo”, mas convenhamos, isso não é uma competição e se fosse, você sempre perderia.
3º- Fazemos diversas coisas (entre elas cuidar de nós mesmos) pensando em outra coisa, sem estarmos presentes de fato e de direito, vivenciando o momento... e isso na maioria das vezes nos remete a resultados ruins.
Durante a higiene oral quase que flagramos aqueles que andam pela casa, escova na boca, para não “perder tempo”, do banheiro para a sala, para a cozinha, de volta para o banheiro e por aí vai. E se pudéssemos ouvir a enxurrada de pensamentos durante a escovação ia ser o máximo! (“preciso passar no supermercado...”,   “minha mulher me pediu para...”, “não posso esquecer de levar...” ). Foco!
E pensar que precisamos somente de 2, no máximo 3 minutos para fazer uma higiene adequada...pouco não é?
Cuidar de nós mesmos, dedicar um momento de carinho para si mesmo, aproveitar o tempo para focarmos no ato , ter atenção e investir em você. Vale a pena?
No livro “ O Poder do Agora”, Ecktart Tole escreve: Aprenda a usar o tempo nos aspectos práticos da sua vida – podemos chamar de “tempo do relógio” –, mas retorne imediatamente para perceber o momento presente, tão logo esses assuntos práticos tenham sido resolvidos. Assim, não haverá acúmulo do “tempo psicológico”, que é a identificação com o passado e a projeção compulsiva e contínua no futuro.
 
Romper velhos e inúteis hábitos, dedicar-se e colocar atenção nas tarefas e por fim colher o fruto do bem-estar. Experimente!
 
Saúde!


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Autismo – Uma Abordagem em Odontologia

Este artigo foi escrito pela colega e amiga Dra Claudia Barbosa Pereira* atendendo a um pedido meu não só pela importância do tema como pela competente e sempre brilhante abordagem que lhe é característica!
 O atendimento odontológico ao paciente autista sempre foi visto como uma grande dificuldade tanto para os pais e ou responsáveis como para os profissionais.

Considerado como um transtorno global do desenvolvimento, o autismo é marcado por características fundamentais de inabilidade para interagir socialmente, dificuldade no domínio da linguagem para comunicação e um padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

O grau de comprometimento pode variar de quadros mais leves, moderados até quadros mais severos, mas independente de qual seja a intensidade do quadro é importante saber que sempre há uma maneira adequada para se tratar o paciente autista sob o ponto de vista odontológico.

O importante é individualizar cada paciente e conhecer suas limitações, respeitando suas diferenças, seu modo de ser e sempre que possível tentar estabelecer um vínculo. Considerar as diferenças significa: conhecer o grau de severidade do quadro clínico, a idade, as habilidades específicas, o ambiente familiar o ambiente escolar e o ambiente sócio-cultural.

            A primeira visita ao dentista deve ser feita sem receio, cabendo ao profissional saber interpretar a dificuldade do paciente e proporcionar um ambiente agradável e seguro e que essa ação se repita como condicionamento, e que o paciente possa ser recompensado após cada sessão.

 Uma criança pequena muitas vezes não permite a abordagem e o contato do profissional dentista e pode ser segurada pelos pais, é importante que ele saiba e compreenda que o trabalho do profissional vai ser rápido e que não vai lhe causar nenhuma dor física, e isso só será possível se essa situação for de fato vivida pela criança.

O aspecto emocional deve ser sempre valorizado, e a situação ideal seria poder levar o paciente autista desde pequeno ao dentista, mas nem sempre  isso acontece e na maioria das vezes o paciente procura o atendimento só em caso de emergência com dor ou alguma patologia bucal já instalada. Essa situação é muito comum nos consultórios de especialistas na área de atendimento a pacientes com necessidades especiais, e isso torna o atendimento sempre mais difícil para a família e para o próprio paciente que nunca se habituou a essa nova situação e o “novo” para o autista é sempre um grande desafio. As reações que o paciente pode apresentar durante o atendimento odontológico vão depender de como ele próprio sente e consente esse atendimento.

Enquanto profissionais, como saber o nosso limite? Na verdade o nosso limite é o limite do paciente. A situação de dor é sempre mais complexa onde o procedimento é mais invasivo e os sons e ruídos podem provocar no paciente uma incapacidade de colaboração.

A odontologia hoje nos oferece uma gama de opções de tratamento e terapias complementares, mas temos que saber quando a nossa atuação em consultório é limitada.

O atendimento ambulatorial é sempre recomendado, mas as vezes o melhor para o paciente  é o atendimento em ambiente hospitalar, com toda segurança e  depois sim, os pacientes  retornam aos consultórios para  continuarem as consultas de rotina e prevenção.

O sofrimento acentuado com mudanças triviais no aspecto do ambiente deve ser trabalhado para construir junto com o paciente autista uma nova condição que possa fazer parte da rotina dele.


Dicas básicas para um bom atendimento:

1.     Tentar manter o atendimento pelo mesmo profissional

2.    Não mudar o  ambiente odontológico

3.    Obedecer uma rotina pré estabelecida

4.    As mudanças no atendimento devem ocorrer se absolutamente necessárias

5.    Respeitar as considerações e ansiedades da família

6.    Evitar muitos estímulos visuais e auditivos.

 * Dra. Claudia Barbosa Pereira

Mestre em Patologia Bucal- FOUSP

Mestre em Homeopatia – FACIS -IBEHE

Especialista em Patologia Bucal e Pacientes Especiais – FOUSP
http://www.odontopne.com.br/quem-somos/profissionais

 

 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O que você sempre quis saber sobre Anestesia Odontológica....mas não teve oportunidade de perguntar



 

Uma coisa que deveria ser comemorada é a invenção da Anestesia Odontológica.

O que? Você não gosta de ser anestesiado?

Muitos alegam ter medo da picada, da dor etc... , mas veja, é graças a ela que procedimentos são realizados sem dor, e não o contrário, não é mesmo?

Sempre quando alguém me fala que “mooooorre” de medo da agulha, digo que, na verdade, a “picada” da agulha é indolor. O que causa alguma aflição (e não necessariamente dor) é a injeção (deposição) do líquido anestésico no interior dos tecidos.

Para driblar este incomodo, o dentista deve injetar o liquido quase que “gota a gota”, bem lentamente, para não distender muito rápido os tecidos, o que aí sim, causa dor.

Curiosidades

O cirurgião dentista é de longe o profissional que mais aplica anestesias por dia e o que mais domina as técnicas de anestesia local.

Conta simples: Somos 250.517 Cirurgiões Dentistas cadastrados no Conselho Federal de Odontologia – CFO - (http://cfo.org.br/servicos-e-consultas/Dados-estatisticos/?elemento=profissionais&categoria=CD&cro=Todos&municipio=)

Se cada profissional aplicar duas anestesias/dia teríamos mais de 500.000 anestesias em um único dia!!

Só no Estado de São Paulo estão inscritos 78.882 !

 Usei números modestos para a quantidade aplicada, mas façam as contas de quantas por mês, por ano, etc...

Só comparando: a Sociedade Brasileira de Anestesiologia (médica) tem inscritos aproximadamente 9000 sócios! Provavelmente eles acabam usando com mais frequência as técnicas de anestesia geral...

Voltando para o tema...

 Sei que é desagradável ficar privado da sensibilidade às vezes por horas, após o término do tratamento. Duas, três, quatro horas, pode nos dar a sensação de ter perdido o controle da nossa vida ou quase isso, não é assim ?

Aí sempre vem a pergunta: Por que não inventam uma “anti-anestesia” tipo: aplicar outra medicação pra “cortar o efeito” ? Seria demais não é mesmo?

Não é tão simples. O bloqueio de uma terminação nervosa é um processo químico que envolve, em linhas gerais, um sal anestésico e um agente vasoconstritor (para que a anestesia fique mais tempo para podermos trabalhar com segurança, para usarmos menos anestésico, que sempre possui um grau de toxicidade e para haver menos sangramento, etc...).

 Sem vaso constritor, mais anestésico e mais toxicidade para o seu fígado processar e os Rins eliminarem. Sendo assim, qualquer tentativa química para resolver este “incomodo” acabaria se tornando um problema maior.

Pelo próprio conceito, anestesia é o bloqueio reversível da condução do estímulo nervoso, com o intuito de promover perda temporária de qualquer sensibilidade na região submetida à técnica anestésica. Vamos então aguardar umas horinhas que é mais seguro.
 

Está ansioso? Não tenha medo de perguntar ao profissional que vai lhe aplicar a anestesia. Não há constrangimento algum, muito pelo contrário...

Por exemplo; quanto tempo vai durar esta sensação? Na maior parte dos casos em média duas horas, podendo ser um pouco mais, até 4 ou 5 horas dependendo da suscetibilidade do paciente, da técnica utilizada ou do tipo de anestésico (se tem ou não vaso constritor, que prolonga mais o efeito por exemplo)

Quantos “tubinhos” (tubetes) podem ser usados com segurança em cada procedimento?

A quantidade máxima é estabelecida através de duas variáveis: a quantidade de sal (anestésico) de cada droga contida no tubete X peso do paciente e existem tabelas fornecidas pelo fabricante.

Na média, imaginando um paciente jovem pesando entre 50 e 60 kilos podemos usar entre 5 e 6 tubetes com segurança.

As agulhas usadas são descartáveis? SIM! Existe determinação da ANVISA neste sentido. As agulhas são feitas em aço, muito finas, com uma parte - na ponta - em forma de bizel para penetrar nos tecidos sem trauma e de modo indolor e, pelo custo atual e riscos de contaminação, nada justifica não usarmos agulhas descartáveis.

Por que o dentista dá uns “puxões” na minha bochecha para aplicar a anestesia?

Sabe-se que o ideal é levar a gengiva mucosa (ligada a bochecha), de encontro a agulha e não ao contrário. Distendendo a mucosa é mais fácil a penetração e fica mais indolor.

Há possibilidade de haver reação alérgica ao anestésico?

O nosso organismo é exposto continuamente a diversas substancias estranhas ao mesmo e que, de modo geral, consegue desenvolver uma tolerância através do sistema imunológico que acaba não desencadeando uma reação alérgica verdadeira.

Com os agentes anestésicos ocorre o mesmo, e o que mais pode acontecer é uma reação de hipersensibilidade.

O mais comum em termos de complicações é a ocorrência de uma sensação de mal-estar, náuseas, tonturas, sensação de sufocação, vermelhidão facial e até mesmo desmaios (lipotimia), que não estão relacionadas a reações alérgicas propriamente ditas e que estão ligadas ou à super-dosagem ou a fatores emocionais.

 As reações alérgicas verdadeiras são raras e as reações anafiláticas mais ainda. O comum nestes casos é o aparecimento de pruridos, urticaria e outras reações dérmicas. Tudo isto pode e deve ser prevenido com uma anamnese bem dirigida, em que levantamos o histórico do individuo avaliando seu histórico.

Mais perguntas? Escreva que a gente vai respondendo, OK?



 

 

 

 

 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Reflexões de um Zentista

  Não sei se pela minha declarada admiração pela cultura Oriental, ou pelo meu visual que talvez faça lembrar um monge (só no visual, vamos deixar claro!) o fato é que uma paciente, com um humor fantástico, começou a me chamar de Zentista.
Achei e ainda acho graça na colocação dela, mas o fato me leva a algumas reflexões sobre minha profissão de como os pacientes nos vêem através de gestos, atitudes, atuações, posturas, vestuário, enfim...
Afinal, o que é ser Zen?
Em um artigo interessante achado na Internet em um site de buscas, um autor (Alex Castro) questionava em 2011: “ Ser Zen ou Praticar Zen?”.
Para ele, falar sobre zen é a coisa menos zen do mundo e continua ...
“...O zen é uma prática. Não é algo em que se acredita, nem algo com que se concorda: é algo que se pratica. Desse modo, pode-se dizer que a premissa filosófica ou espiritual que une os praticantes de zen é simplesmente o fato de quererem praticar o zen...”. Em resumo ninguém“é” ou deveria ser zen e sim praticar o zen.
Não existe um manual ou dicas de como “ser” zen, mas um mestre zen poderia sugerir, para quem quiser praticar ou conhecer um pouco melhor:
Ser ativo, atento,  concentrado
Fazer uma coisa de cada vez
Concentrar-se totalmente no que se está fazendo
Respirar, respirar e ....respirar! E ter consciência desta respiração, consciência da postura do corpo, das coisas e pessoas que o rodeiam.
Ao falar e escrever, usar palavras de carinho, respeito, atenção...   
e por aí vai...
 Como ensina um pensamento zen: “Não há nada de errado em sentirmos raiva, tristeza, paixão, inveja... É humano. Só não devemos deixar que as emoções nos dominem e nos impeçam de fazer, aquilo que estamos fazendo.
Ganhei certa vez um livro (coisa de mais de 20 anos atrás) chamado “ A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen” de Eugen Herrigel.Vale a leitura, não como livro de auto-ajuda, mas como um livro não ficcional que conta o aprendizado do autor que viveu no Japão e que através da prática da arte do arco e flecha, mostra, pela visão ocidental, importantes questões sobre o zen-budismo. Em determinado trecho ele escreve "Arco e flecha são, por assim dizer, nada mais do que pretextos para vivenciar algo que também poderia ocorrer sem eles...” e ainda o homem é um ser pensante, mas suas grandes obras se realizam quando não pensa e não calcula. Pensar sem pensar!”.OK, se você  chegou até aqui deve estar se perguntando: e aí? O que tudo isto tem a ver com a proposta, a fala inicial? Com Odontologia ? Dentista? Paciente? Paciência? Gongos? Incensos? Meditação? Tudo e nada, dentro do mais precioso enigma zen. Creio que devemos mesmo praticar alguns ensinamentos úteis já listados e notar como isto pode fazer  toda a diferença! Como exerecer uma atividade qualquer com serenidade, dedicação, com amor, tentando dar o melhor que pudermos sempre, nos realiza, nos torna pessoas melhores. Como ensina Tarthang Tulku “Trabalhar de bom grado, com toda a nossa energia e entusiasmo, é o modo que temos de contribuir para a vida. Trabalhar desta forma significa trabalhar com habilidade.”
Com todas as dificuldades e atitudes viciosas e padronizadas do dia a dia, é bom sempre praticar estes ensinamentos. No trânsito, no consultório,no escritório, em casa, em qualquer lugar, e se esforçar , insistir e lutar para ser um profissional melhor, uma pessoa melhor, na busca do sonhado equilíbrio e  ciente de que às vezes pode ser frustrante quando temos a percepção de não ter atingido metas, que algo pode  não ter saído como se desejava que saísse, mas dentro desta linha de pensamento procurar não deixar o sentimento nos sequestrar e seguir em frente.
Zentista? Acho que não, embora o apelido seja carinhoso, mas gostaria realmente de continuar a me aprimorar e proporcionar o melhor para mim e para todos
O Mestre na arte da vida faz pouca distinção entre seu trabalho e seu lazer, entre sua educação e sua recreação. Ele deixa para os outros a decisão de saber se está trabalhando ou se divertindo. Acha que está sempre fazendo as duas coisas ao mesmo tempo”. Provérbio Zen





 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

ALIMENTOS E HIGIENE BUCAL



                                   Após os alimentos serem triturados, mastigados e diminuídos de tamanho pelos dentes, as enzimas contidas na saliva entram em ação dando origem ao bolo alimentar e assim inicia-se  processo de digestão.

A pergunta é: existem alimentos mais favoráveis neste processo, ou ainda alimentos que ajudam a proteger nossos dentes?

Sabemos que alimentos mais fibrosos, de modo geral, além de serem recomendados do ponto de vista dietético em termos de alimentação balanceada, são úteis na conservação e proteção dos dentes, uma vez que contribuem para a limpeza dos mesmos.

Fibras e higiene bucal


As fibras conseguem assim promover a chamada autolimpeza, por assim dizer, uma vez que pelo próprio “atrito” ajudam a retirar o biofilme bucal (ou placa bacteriana) além de removerem os resíduos alimentares estimulam a produção de saliva e possuírem ação detergente.

Frutas de modo geral tais como maçãs, peras, melancia e outras, e ainda verduras e legumes in natura como salsão, erva doce, cenoura, alface, couve, rúcula, etc, além de serem fontes de vitaminas (A, B6, B12, C, D, E, K e ácido fólico), possuem baixo teor de açucar e inúmeros outros benefícios são considerados “limpadores” dos dentes, embora não substituam o uso de escova e da fita dental.

O sabor das massas e das maçãs...


    As maçãs possuem em sua composição  vitamina A, vitamina C, potássio, fósforo, magnésio, quercetina e fibras solúveis, sendo que 83% da sua constituição é composta por água e fornece apenas 57 Kcal por 100g de fruto e sua composição fibrosa lhe dá a propriedade acima citada de limpar os dentes.

Na sua composição encontramos também água, proteínas, carboidratos além das vitaminas e sais minerais e possui propriedades cicatrizante e anti-inflamatória.

Alguns estudiosos atribuem também a ela propriedades adstringentes,  sedativas, alcalinizantes e pelas fibras e química são uteis nos processos digestivos de modo geral.

A pectina, fibra encontrada com maior abundância na polpa, ajuda o organismo a eliminar metais nocivos, como o chumbo e o mercúrio. A maçã possui também quercetina, um fitoquímico encontrado naturalmente em alguns alimentos, que combate os radicais livres, tem ação antioxidante, anti-inflamatória, anti-tumoral (especialmente pulmão), é usada também como agente de emagrecimento.

 Alimentos “grudentos”


  Na contramão destas propriedades encontram-se o açúcar, o mel, refrigerantes, balas, bombons, bolachas, e demais guloseimas, deliciosas (!) porém pobres do ponto de vista nutricional e cariogênicas por natureza, pois são ótimo substrato para a proliferação de bactérias.

São os alimentos “aderentes”, de remoção mais difícil tanto dos espaços interdentais como das superfícies mastigatórias dos dentes e/ou com propriedades químicas mais nocivas, no caso dos refrigerantes como exemplo, por seu teor ácido.

Difícil resistir à tentação? OK, uma remoção adequada com uso de escova e fita dental  é sempre a melhor saída!

 

Resumindo dando dicas


  Vale a pena, portanto aumentar o consumo de alimentos saudáveis e com propriedades, tanto do ponto de vista dietético  como com características de auto limpeza a que nos referimos no seu dia a dia.

Frutas, legumes e verduras preferencialmente cruas, in natura.

- Mastigue por mais tempo – aproveite para saborear o alimento, colocando porções menores na boca e triturando adequadamente.

- Evite os “grudentos” – balas, bombons, chocolates, os industrializados, açucarados ou não (batata chips, baconzitos e outros crimes!)

- Demore ainda assim pelo menos 3 minutos para cuidar de sua higiene bucal no mínimo 3X ao dia usando uma escova macia, de boa qualidade e lustrando os dentes com a fita (fio) dental.

- Curta a Saúde à vontade e Sorria J, sempre Sorria!

Sabe o ditado o ditado inglês:  An apple a day, keeps the doctor away”,?

É válido, mas visite o dentista ainda assim a cada 6 meses