segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O Uso da Hipnose em Odontologia



Muito discutida e de certa forma estigmatizada, a Hipnose vem sendo aplicada na Odontologia há muitos anos, com um índice elevado de sucesso e ampla aceitação por parte dos pacientes e profissionais.

As indicações para aplicação desta ferramenta terapêutica concentram-se principalmente na resolução dos estados de fobias relacionadas ao tratamento odontológico, ansiedade, pacientes com hábitos viciosos, tais como onicofagia (roer unhas), sucção do dedo, morder lábios ou bochechas, tabagismo, entre outros.

Além disto, pode ser útil no condicionamento para que o paciente aceite melhor o tratamento odontológico, para diminuição da salivação excessiva e condicionamento para o relaxamento da musculatura mastigatória naqueles pacientes com hábitos de apertamento dos dentes e/ou bruxismo. 

Na sequencia listamos na forma de perguntas frequentes e respostas uma maneira de tentarmos explicar  o que é Hipnose e seu uso na Odontologia, numa colaboração do colega Marivaldo Santo Pietro, profissional habilitado em Hipnose pelo CFO e ministrador de inúmeros cursos na área.


   O que é Hipnose?

  A Hipnose pode ser considerada um estado diferente do estado de vigília (focalização da atenção), ou seja, um estado modificado de consciência, que fica entre a vigília e o sono fisiológico. Pode ocorrer também no estado acordado como um fenômeno natural no nosso dia-a-dia.

 Quem pode ser Hipnotizado?

Teoricamente todo mundo, pois a hipnose sendo um fenômeno natural acontece espontaneamente, ou seja, toda vez que “viajamos nos nossos pensamentos” entramos de uma certa forma, em estado hipnótico.


  O profissional que está induzindo a hipnose (hipnólogo) controla o desejo do paciente?

Não, a pessoa é protegida pelo seu inconsciente de fazer aquilo que não deseja. Ele não fará nada que seja contra sua índole.


  A pessoa perde a consciência quando está em hipnose?

Não, a hipnose é um estado de atenção focalizada, onde ocorre modificação na percepção e não há perda de consciência, pelo contrário, estar hipnotizado é ficar atento, com uma atenção especial, a pessoa pode ouvir, sentir, falar, registrando tudo o que está acontecendo.


A hipnose é relaxamento?

Não, ela pode ser induzida através do relaxamento, mas não é preciso estar relaxado para estar hipnotizado, um atleta correndo pode estar hipnotizado e não estar relaxado.


 Hipnose é sono?

Não é sono, é um estágio intermediário. Quando a pessoa está em um estágio hipnótico profundo, parece que adormeceu, mas mentalmente a pessoa está apta a ouvir e responder as sugestões propostas.


 Hipnose é terapia?

A Hipnose em si não é terapia, é uma ferramenta através da qual se consegue um estado favorável para que se faça a terapia.


 Hipnose é regressão?

Não se deve confundir hipnose com regressão.

Regressão é um dos fenômenos que pode ocorrer durante uma sessão de hipnose, mas nem toda pessoa regride, pois nem todas as pessoas podem entrar em fases mais profundas da hipnose onde acontece de maneira adequada a regressão.

 A regressão pode ocorrer de maneira espontânea ou induzida pelo profissional, se dá como uma hipermiesia, em que fatos, imagens e sensações são evocadas de maneira intensa.


 A hipnose realiza milagres?

A hipnose é uma técnica com respaldo cientifico, através da qual se consegue a melhora do paciente, mas a hipnose por si só não cura nada. É como a anestesia, através dela se consegue fazer uma cirurgia e curar o paciente, mas a anestesia sozinha não cura nada.


 Uma pessoa hipnotizada revela seus segredos?

Não, este é mais um conceito errado que as pessoas tem sobre Hipnose, ela falará somente o que quiser, ou o que ela necessita dizer para que o seu problema seja solucionado, mas nada pode força-la a tal se ela não tiver vontade para fazer.


 A pessoa pode não voltar do processo hipnótico, ou seja, ficar preso nele?

Isso não é possível, o máximo que pode acontecer é a pessoa adormecer e entrar em sono fisiológico,e depois de algum tempo ela despertará sozinha ou poderá ser acordada pelo profissional.


Hipnose pode ser utilizada pelos dentistas?

Sim, A Lei nº 5081 que regula o exercício da Odontologia, no seu artigo VI relata:

Compete ao Cirurgião Dentista:

Item VI – Fazer uso da Hipnose, desde que comprovadamente habilitado, quando constituírem meios eficazes para o tratamento.
Desde 2008, o Conselho Federal de Odontologia, regulamentou na forma de Habilitação a prática da Hipnose dentro das  Práticas Integrativas e Complementares à Saúde Bucal, através da decisão CFO-45/2008 

 Helio Sampaio Filho, CD




terça-feira, 13 de novembro de 2012

O uso dos Florais no resgate da saúde e da felicidade – Parte II



 

Caminhando com as Essências Florais de Bach

  

        Quando estamos conhecendo e nos familiarizando com os Florais de Bach, temos a impressão de que todos eles se enquadram na nossa necessidade de cura, porém com o tempo e a prática, somos capazes de identificar aqueles que se sobressaem, que se “encaixam” mais à nossa realidade. Além do que, por vezes não é muito fácil identificarmos nossa verdadeira personalidade, assim, é de grande valia pedirmos a opinião de um profissional ou de uma pessoa que não esteja emocionalmente envolvida conosco, com a finalidade de encontrar a essência adequada para aquele momento.

 

Algumas dúvidas frequentes:

 

        Se escolhermos os Florais de Bach "errados", eles poderão causar danos?

 

        Não. Se a escolha for inapropriada, simplesmente não farão efeito. Eles poderão ser administrados juntamente com outras medicações alopáticas ou homeopáticas, sem contra indicações.

 

        Por quanto tempo devo tomar os Florais de Bach?

     

        A duração do tratamento para se obter um efeito perceptível varia de acordo com cada indivíduo e com as circunstâncias. Entretanto, as pessoas ao seu redor notam as diferenças muito antes. Geralmente as mudanças vão ocorrendo de forma natural, as quais as pessoas vão ajustando-se gradualmente.   Frequentemente, após tomar um frasco por um mês, aparecem outros aspectos da personalidade a serem analisados e tratados, sendo que outra combinação de Essências Florais poderá ser necessária.

 

       As Essências Florais de Bach e seus usos:

 

      As Essências Florais de Bach são utilizadas para o tratamento dos estados mentais ou sintomas da alma em desequilíbrio que, segundo o Dr.Edward Bach, podem ser as causas das doenças físicas. Vamos apresentar as Essências Florais em ordem alfabética com os respectivos padrões negativos ou sintomas específicos a serem tratados:

 
      AGRIMONY -  tortura mental oculta por um rosto alegre.

      ASPEN - medos e preocupações de       origem desconhecida.

      BEECH - intolerância.

    CENTAURY - vontade fraca e submissão.

      CERATO - busca por conselhos e confirmação dos demais.

      CHERRY PLUM - medo do descontrole mental.

      CHESTNUT BUD - dificuldade em aprender com os erros do passado.

      CHICORY - possessividade, apego.

    CLEMATIS - falta de interesse no presente, sonhador.

      CRAB APPLE - sentimentos de impureza, aversão a si mesmo.

      ELM - sobrecarregado por obrigações, desanimado momentaneamente.

      GENTIAN - desânimo, desalento.

      HORNBEAN - cansaço mental, dificuldade de enfrentar rotina diária.

      IMPATIENS - impaciência.

      LARCH - falta de confiança. 

      MIMULUS - medo de causa conhecida.

      MUSTARD - desânimo profundo sem causa conhecida.

      OAK - exaustão sem desanimar.

      OLIVE - falta de energia, convalescência.

      PINE - culpa, auto reprovação.

      RED CHESTNUT - medo ou excesso de preocupação com os outros.

      ROCK ROSE - terror, pânico.

      ROCK WATER - inflexibilidade, auto repressão, auto negação.

      SCLERANTHUS - incerteza, indecisão.

      STAR OF BETHLEHEM - traumas, efeitos posteriores aos traumas.

      SWEET CHESTNUT - angústia mental extrema.

      VERVAIN – princípios e ideias fixas, excesso de entusiasmo.

      VINE - dominador, inflexível.

      WALNUT - proteção notar mudanças e influências externas.

      WATER VIOLET - orgulhosos, afastados, vivem de forma privada.

      WHITE CHESTNUT - pensamentos obsessivos e preocupantes incessantes.

      WILD OAT - incerteza sobre direcionamento de vida.

      WILD ROSE - resignação com uma situação desagradável, apatia.

      WILLOW - ressentimento, auto piedade, amargura.     

      RESCUE REMEDY - emergencial, para situações de stress, notícias ruins, acidentes, etc.

 

 

      Florais de Bach mais usados em consultas odontológicas

    

      É muito comum algumas pessoas apresentarem medo ou até mesmo pânico quando necessitam passar por um atendimento odontológico. Nestes casos geralmente prescrevemos Mimulus e/ou Rock Rose com bons resultados.

 Alguns podem apresentar medo devido à situações traumáticas passadas. Nestes casos acrescentamos Star of Bethlehem à fórmula.

 Na remoção de hábitos como bruxismo, sucção de dedo ou chupeta, também podemos nos beneficiar do uso das Essências Florais tratando das respectivas causas ligadas às personalidades e histórico familiar. Os Florais também podem ser usados para tratar os sintomas que levam à náuseas, ajudando nas moldagens para confecções de próteses. Quando borrifados nos ambientes, trazem harmonização para os mesmos.   

 

      Num momento em que a Terapia Floral se consolida como uma Prática Integrativas e Complementar à Saúde, resta-nos citar este texto do nosso grande mestre :

 

      Existe um Grande Projeto por trás do mundo físico dos seres vivos. Um Grande Projeto e um Grande Arquiteto.   Edward Bach.

     

Leituras Recomendadas.

     Bach, Edward. Cura-te a ti mesmo. Editora Pensamento, São Paulo.

     Barnard Julian, Remédios Florais de Bach, Forma e Função. Prol Editora Gráfica Ltda, 2012, São Paulo.

     

    



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O uso dos Florais no resgate da saúde e da felicidade – Parte I

 
         O texto abaixo, assim como o próximo a ser publicado é de autoria de nossa amiga Mabel Christina Conde, Cirurgiã Dentista, especialista em Odontopediatria e Saúde Coletiva, habilitada em Terapia Floral pelo Conselho Federal de Odontologia, terapeuta floral pelo Bach Institute( Brasil), practitioner e professora autorizada do Sistema de Essências Florais de Saint Germain ( Brasil ) e Secretária da Câmara Técnica de Terapia Floral do Conselho Regional de Odontologia do Estado de São Paulo.
 
   Nos tempos atuais, com a vida agitada das grandes metrópoles, o isolamento das pessoas, assim como a falta de relacionamentos harmônicos, a busca pela saúde mental e emocional tem aumentado cada vez mais. A Terapia Floral vem sendo uma das ferramentas utilizadas por profissionais da saúde em geral com a finalidade de recuperar o bem estar, trazendo o equilíbrio emocional e consequentemente físico.
 
    O que é Terapia Floral?
   Terapia Floral é um método de tratamento onde são utilizadas as chamadas essências florais, com objetivo de harmonizar os sentimentos de ansiedade, depressão, traumas, cansaço e/ou outros desequilíbrios emocionais, que são tidos como fatores que impedem a cura das doenças físicas.
     O que são essências florais?
    Essências florais são soluções preparadas à base de água e flores, plantas silvestres, arbustos ou árvores, que restauram o equilíbrio emocional daqueles que as utilizam. Podem ser usadas sozinhas ou associadas a outros medicamentos alopáticos ou homeopáticos, não havendo contra indicações, pois sua ação é suave.
 O primeiro sistema elaborado, e o mais conhecido, é o Sistema de Florais de Bach, preconizado pelo Dr. Edward Bach. Existem também vários outros Sistemas de Essências Florais, nacionais e internacionais. Poderemos citar alguns, tais como: Sistema Floral Californiano  (EUA), Sistema Floral do Alaska (EUA), Sistema Floral Australiano, Essências Florais do Pacífico, Sistema Floral de Minas ( Brasil ), Sistema Floral de Saint Germain ( Brasil), Sistema Floral Filhas de Gaia ( Brasil ), entre outros.
 
    Vida e trajetória do Dr. Edward Bach
 
   "A saúde depende de estarmos em harmonia com nossas almas." Edward Bach.
 
   Dr. Edward Bach foi um médico muito a frente de seu tempo. Nasceu em Moseley, Inglaterra, em 1886, e foi uma criança intuitiva, delicada e independente, com grande amor pela natureza. Graduou-se médico, sendo que, posteriormente, especializou-se em cirurgia. Insatisfeito com as limitações da medicina ortodoxa e de como estava focalizada em curar sintomas, e acreditando que o tratamento eficaz deveria atingir as causas das doenças, decidiu seguir seu interesse por imunologia tornando-se bacteriologista. Como patologista e bacteriologista, tomou conhecimento da obra de Samuel Hahnemann, o idealizador da Homeopatia, e ficou surpreso com o fato de que este havia reconhecido a importância da personalidade da pessoa na doença, há 150 anos.
   Combinando estes princípios com seus conhecimentos, desenvolveu os "7 Nosódios de Bach ", “vacinas” usadas até os tempos atuais , porém ele não gostava do fato de que elas eram feitas a partir de bactérias e estava ansioso por substitui-las por um método mais suave, possivelmente baseado em plantas.
    Em 1928, durante um jantar comemorativo, observando os convidados, intuiu e compreendeu que eles se encaixavam em vários grupos de personalidades distintas.
    Numa manhã, caminhando em um campo orvalhado, pensou que cada gota de orvalho, atingida pelo sol, adquirisse as propriedades curativas da planta sobre a qual estavam depositadas. Este fato inspirou-o a desenvolver um método de preparo para as essências, utilizando água pura e sol. Em 1934 mudou-se para Mount Vernon, para uma pequena casa em Oxfordshire, onde continua sendo o Dr. Edward Bach Centre, até os dias atuais. Desenvolveu as 38 essências florais e o emergencial ( rescue remedy), e, em 1936, faleceu dormindo.
  
     A filosofia do Dr. Edward Bach
 
     A filosofia do Dr. Edward Bach é simples e profunda ao mesmo tempo, baseada na perfeição inata da natureza espiritual dos seres humanos. "A doença é uma reação às interferências. É um fracasso temporário, uma infelicidade, e ocorre quando deixamos que outras pessoas interfiram em nossos propósitos de vida, implantando dúvidas, medos ou indiferença." Dr. Bach definiu as sete áreas de conflito que interferem em nossa saúde, assim como os estágios de cura da doença: paz, esperança, alegria, fé, certeza, sabedoria, amor.
    
 
Leituras Recomendadas
 Bach,Edward. Cura-te a ti mesmo. Editora Pensamento, São Paulo.
 Barnard, Julian. Padrão de Energia Vital. Editora Aquariana, São Paulo, 1996.
 Paroni,Mara &  Paroni,Celso. Aprenda a ser feliz com os Florais de Bach. Prol editora e gráfica, São Paulo, 2003.
 Ransell,John. Florais de Bach - perguntas e respostas. Editora Campos, Ltda.Rio de Janeiro, 1994.
 


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Francisco: um distribuidor de sorrisos.


Há anos passo de carro ou de moto (agora com menos frequência), na esquina da Av. Republica do Líbano com Rua Antônio Joaquim de Moura Andrade - Itaim Bibi – São Paulo.

Toda manhã, bem cedo e numa época que eu atravessava problemas de ordem pessoal e profissional, invariavelmente o farol fechava e lá ficava eu mergulhado nos meus pensamentos, uma ruga na testa, preocupado, insatisfeito, triste, enfim: um chato.



 

Do lado esquerdo sob um guarda sol ficava (e ainda fica) um cadeirante que não sei precisar quantos anos tem, talvez perto dos 50 – assim como também não sei há quantos anos ele “bate ponto” por lá. Coloco entre aspas, pois ele não vende nada, tipo bala, chiclete, chocolate, nem pede nada, muito menos oferece pra lavar o vidro do carro.
Na verdade ele distribui sorrisos.

É isso aí! Ele te olha e sorri ou acena com entusiasmo desejando um “bom dia”, “vai com Deus” ou coisa assim e sorri...

-  ...e aí garotinho? Tudo beleza? Vai com Deus...

- ...e aí meu irmão? Beleza? Como está?...

E por aí vai, só gentileza, só energia positiva, só sorriso.

Ele me fez pensar: caramba, estou aqui confortável no meu carro, “protegido” do clima, chuva, sol, vento – e a pessoa lá todo dia e não me pede nada, só agradece e sorri. Quem sabe ele peça um sorriso meu, só isso.

Que direito tenho eu de ficar assim “pra baixo” ?

Que direito tenho eu de reclamar? Ele é paraplégico, se locomove com cadeira de rodas!

Sorrio retribuindo, um pouco sem graça no começo.

Dia seguinte aceno e sorrio e todos os dias fico na expectativa de reencontra-lo só para receber a benção de um sorriso.
 
 
 Sorrisos são assim, nem tão perfeitos do ponto de vista estético, nem tão brancos como a moda exige, mas distribuídos com sinceridade, com carinho, com amor, e fazem a diferença no dia de alguém que precisa, e todos precisamos...

Hoje tomei coragem e parei a moto ao seu lado, e depois de anos de “amizade” perguntei seu nome: Francisco.

Peço licença para uma foto explicando o por que. E dá-lhe gentileza e sorriso.

Falo sobre minha devoção a São Francisco. Ele continua sorrindo e explica que na religião dele não se adoram santos nem imagens, mas não importa, pois o que conta é a fé, conclui.

Francisco é um distribuidor de sorrisos, de sinceridade, de gentileza, de força e de fé.
 

Passa alguém e brinca com ele: “Vai queimar a foto!...” Ele rí e acena. Mais um amigo que passa.

Gratidão Francisco, pelo sorriso ofertado, pela sabedoria transmitida, pela simpatia e entusiasmo que você proporciona.  

A todos os que sofrem e estão sós, dai sempre um sorriso de alegria.

Não lhes proporciones apenas os vossos cuidados, mas também o vosso coração.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Óleo de coco pode ser eficaz no combate à cárie e prevenção de aftas


 
 
Há tempos temos acompanhado o interesse popular assim como aumento da pesquisa cientifica no âmbito do uso de produtos naturais de modo geral e mais recentemente vemos esta tendência aparecer igualmente na Odontologia.
Podemos citar a utilização da Aloe vera (a babosa) em cremes dentais, o própolis para lesões bucais como aftas, o Alecrim (Rosmarini officinalis) nas inflamações de modo geral da boca, a Maleleuca (tea tree ou Maleleuca alterinofila) para a halitose só para citar alguns e os óleos, como é o caso do azeite de oliva e agora do Óleo de côco.
Em pesquisa cientifica apresentada no Instituto Athlone de Tecnologia de Dublin, cientistas afirmam que a utilização do Óleo de Côco ajuda no controle do desenvolvimento da cárie e previne o aparecimento de aftas.
O óleo é tratado com enzimas e impede o crescimento do Streptococcus mutans uma das bactérias envolvidas no processo carioso nos dentes.
O óleo de côco que parece possuir a capacidade de aumentar o colesterol bom e diminuir a glicemia, agora pode se tornar um aliado no combate as doenças bucais.
Segundo os cientistas o óleo poderia ser usado no arsenal de higiene bucal com inúmeras vantagens e seria uma espécie de antibiótico natural, lembrando que somente possui esta propriedade quando tratado com as enzimas num processo semelhante à digestão.
Este estudo foi apresentado em uma conferencia na Universidade de Warwick durante um encontro da Sociedade de Microbiologia Geral pelo dr Damien Brady que liderou a pesquisa no Instituto de Tecnologia de Athlone junto com Patricia Hughes, uma estudante de mestrado, e disse que o óleo de coco pode ser uma alternativa atraente para aditivos químicos.
Podemos ter portanto um arsenal a mais na Fitoterapia para nos auxiliar no combate e prevenção das doenças da cavidade oral
 




 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Psicossomática e Odontologia




O início
Sempre tive curiosidade pelos temas relacionados à Psique, as emoções, a alma. Talvez  influencia de minha querida irmã que cursava a Escola Normal, e que na época tinha na grade o curso de Psicologia. Eu menino, adorava fuçar em seus livros.
Optei em fazer Odontologia e percebo que talvez o destino tenha dado uma boa ajuda e assim me tornei Cirurgião-Dentista - profissional habilitado e responsável pela prevenção e tratamento das doenças do sistema estomatognático - boca e demais estruturas anexas.
Percebemos que este sistema não chega sozinho, de modo autônomo no consultório. Faz parte do “pacote” a boca vir junto com uma pessoa. E essa pessoa que nos procura, interage, sofre e precisa sempre e muito (entre outras coisas) de uma atenção especial como Ser integral que é.
Cabe assim ao profissional, no meu modo de ver as coisas, compreender e interpretar as emoções e suas possíveis implicações no desenvolvimento de uma doença oral manifesta, até por que atualmente este é um ótimo diferencial para a profissão.


Definições  
   
  • O termo psicossomática vem de Psico (psique, alma, mente ou função anímica) + Somática ( relativo ao soma ou corpo) e aparece pela primeira vez em  1818 através do  psiquiatra alemão J. C. Heinroth .   
  • Alguns nomes aparecem sempre ligados ao desenvolvimento do estudo da matéria tais como GRODDECK (1866~1934),FREUD (1856 ~1939), ALEXANDER (1891 – 1964) e MARTY   (1918 ~ 1993) entre outros e mais recentemente dentro da linha acima citada Torwald Dethflesen e Rudiger Dahlke ( A Doença como Caminho e A Doença como Símbolo)
  • Mais popularmente divulgado para o publico leigo, podemos citar uma das precursoras dos livros de auto-ajuda Louise Hay (Você pode curar sua vida).
 
Somáticos e odontológicos



Uma frase tem circulado muito por emails e redes sociais: “ Quando a boca cala, o corpo fala” e se tornou meio que um bordão para os que se interessam pelo tema da psicossomática, pelo menos a psicossomática de uma linha que interpreta a linguagem simbólica das manifestações que ocorrem no corpo.



O assunto é tão vasto e complexo quanto  fascinante.
Se pesquisarmos no Google o termo doenças psicossomáticas, teremos neste primeiro filtro de busca, nada mais nada menos do que 150.000 itens listados!



Ouço médicos, amigos, conhecidos, profissionais de diversas áreas citando “aquele caso” da mulher que sofreu uma decepção amorosa ou vive mal com o marido e que está com câncer de mama. Outro que desenvolveu uma ulcera de “tanto engolir sapos” e uma série de outras simbologias claras e diretas como possíveis causas para estes males, e assim vamos fazendo associações mais ou menos lógicas dos possíveis símbolos com o órgão e a doença.
Pouco se têm escrito em relação às afecções da cavidade bucal e possíveis associações  simbólicas e doenças psicossomáticas relacionadas.
A boca e suas estruturas guardam em sua “memória” as mais diversas emoções, sentimentos e simbologias. Basta lembrar que nosso primeiro contato de satisfação, intimidade, afeto e prazer ocorreram na cavidade oral através da amamentação.



Os dentes nascem e o sugar dá lugar ao morder, abocanhar e há uma clara conotação ao instinto de luta, de agressão e sobrevivência, acompanhadas pela sensação de independência e poder. Ruminamos emoções, rangemos os dentes contendo nossa agressividade instintiva.
Com o tempo vem a aceitação do individuo no meio social, afinal “os dentes são o cartão de visitas de uma pessoa” como se costuma dizer. Assim o sorriso tem a imagem clara de bem estar, confiança, alegria, segurança, acolhida e aproximação.
O sentido do paladar nunca deve ser negligenciado, afinal lembramos do “gosto da infância”, “gosto de festa” e dos “tempos  amargos” , simbolizando alegrias e tristezas no que se aprende com a boca.
Prazer e boca formam assim associações das mais diversas, não podendo ainda nos esquecermos do prazer do beijo, do carinho,do sexo em si. Impossível  falar em beijo sem falar de sexo e vice-versa. A boca fica sendo assim uma zona erógena por excelência.
Uma conclusão em aberto
Qualquer que seja a linha de pensamento ou escola em que se possa abordar o assunto, existe um consenso sobre a necessidade de conscientização, de se trazer à tona e passar a limpo os mecanismos de adoecimento no que concerne ao soma e a psique.
Biofilme (placa bacteriana) continua sendo fator importante das doenças da boca (dentes e gengivas) mas existe algo primordial ao terreno em que o adoecimento ocorre.
Os Cirurgiões-dentistas continuarão obviamente a restaurar e alinhar dentes, a confeccionar placas de mordida e implantar dentes artificiais, mas uma reflexão profunda tanto por parte dos pacientes como dos profissionais é necessária sempre, assim como uma interação multidisciplinar com outros profissionais da área da saúde para proporcionar o bem estar e prevenção sempre tão almejadas.
Abaixo um quadro resumo do órgão comprometido, manifestação e símbolo, baseado em  Dethflesen e Dahlke.




Órgão
Manifestação
Simbologia
Dentes

Representam o dinamismo agressivo e habilidade de enfrentar a vida (saímos “mordendo” as oportunidades, abocanhando o que nos interessa)
Gengiva

Alicerce da vitalidade e da agressividade, da confiança primordial e da auto-segurança
Cárie
Deixar os dentes serem devorados

Recalcamento da agressividade
Um evitar relacionado à incapacidade
Inibição da mordida


Doença Periodontal
= conflito em torno da confiança original inflama-se junto ao alvéolo.

As raízes e a agressividade ficam a descoberto – armas oscilantes

Ranger os dentes (à noite) - Bruxismo
Expressar agressividade impotente
Aquele que não consegue satisfazer o desejo de “morder algo durante o dia”, apara recursos potencialmente perigosos